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Conheça os personagens de Fullmetal Alchemist Brotherhood

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Edward Elric
 


O Alquimista de Aço, é o protagonista da série. Irmão mais velho de Alphonse Elric. Ingressa no exercito na posição de Alquimista do Estado para ter condições de pesquisar uma forma de recuperar seus membros perdidos, além do corpo de seu irmão mais novo.

Vidas ao Vento e os melhores filmes do mestre Hayao Miyazaki

Vidas ao Vento e os melhores filmes do mestre Hayao Miyazaki





Hayao Miyazaki sempre me faz chorar. Pronto, confissão feita. Existe algo muito puro e muito direto em seus filmes que aperta todos os botões certos. São melancólicos, emocionantes, não existe um segundo de gordura. As fantasias de Miyazaki começam e terminam no tempo certo. Ao contrário dos filmes do lado de cá do mundo, ele não segue um padrão, não vai pelos mesmos beats que acostumamos a ver. Existe um outro tempo, um outro ritmo no modo como os japoneses criam cinema – animação em particular – que quebra as “regras” com as quais nosso cérebro aprendeu a lidar. E não há absolutamente nada de errado com um ou outro jeito de filmar. São só escolas diferentes, emoções diferentes. Com os filmes de Miyazaki em particular, a hora em que o nó chega na garganta e o soco atinge o estômago passam longe de qualquer marcação.

E não é diferente com Vidas ao Vento. O filme, lançado ano passado, encerra uma carreira brilhante, marcada por sucessos, inovação e polêmica. Se for mesmo um adeus de um gênio, ele não poderia ter escolhido projeto melhor: um filme biográfico (o que ele nunca fez antes), entrecortado pela matéria prima dos sonhos (o que ele já fez antes) e como eles podem levar a decisões horríveis (definitivamente escolhas erradas fazem parte de sua biografia). Eu conheci o cinema de Miyazaki nos bons e velhos tempos do VHS – não por alguma nostalgia equivocada (nada se compara com filmes com imagem e som perfeitos, como é o caso hoje), mas pelo senso de descoberta ao fuçar no arquivo das videolocadoras. Crianças, o streaming pode até simular a sensação de descobrir algo incrível, mas nada como ter os dedos empoeirados com pilhas e pilhas de fitas de vídeo.

Então, duas dicas. Primeiro, se você nunca assistiu a um filme de Hayao Miyazaki, não perca seu tempo e vá atrás! Segundo, se Vidas as Vento estrear em sua cidade, veja o filme no cinema! Áudio original em japonês, legendas em português, magia na tela. Eu separei meus cinco filmes favorito de Miyazaki, mas é extremamente pessoal: descubra os seus, faça sua lista. Descobrir o legado de um gênio vai te deixar com um sorrisão!

5. Nausicaä do Vale do Vento (1984)


Miyazaki adaptou o mangá que ele escreveu e desenhou (publicado entre 1982 e 1994) em uma saga complexa que nos leva ao futuro da Terra. Depois de uma guerra que arruinou nosso ecossistema, a humanidade reverteu a uma organização social tribal em guerra com a tecnologia remanescente. Nausicaä, princesa do Vale do Vento, tenta entender essa nova ordem e entra em conflito com Tolmekia, um reino que pretende destruir uma floresta de insetos mutantes gigantes – que ela deseja compreender, não obliterar. A animação é brilhante, o texto é denso. Miyazaki condensou as dezesseis primeiras edições do mangá em uma pequena obra prima. Mas vale procurar as edições em papel publicadas no Brasil.

4. Vidas ao Vento (2013)

Afastando-se dos mundos fantásticos que permeiam sua obra, o diretor debruçou-se sobre uma biografia levemente romantizada de Jiro Horikoshi, designer que, nos anos 40, criou o Zero, caça usado pelo Império Japonês durante a Segunda Guerra Mundial. De cara ele joga a pergunta: um homem que realiza seus sonhos é responsável pelas atrocidades que outros fazem com sua criação? Por não condenar Jiro, Miyazaki foi alvo de críticas em sua terra natal – de todos os lados do espectro político e social. Mas este não é o ponto: o que ele faz em Vidas ao Vento é observar a obstinação de um homem em concretizar uma visão. Jiro surge como um personagem demasiado humano (todos fumam, o que é impensável em uma animação ocidental), embora ele não perceba o caminho que sua criação pode tomar. É o sonho tornado pesadelo, o trabalho de uma vida maculado pelo horror da guerra, materializado em um filme de beleza ímpar, sutileza e elegância.

3. Meu Amigo Totoro (1988)


O primeiro filme que vi de Miyazaki ainda tem um lugar especial. Duas meninas mudam-se com seu pai para uma casa perto do hospital onde sua mãe se recupera de uma doença. Elas logo descobrem a presença dos espíritos da floresta (este é um Japão predominantemente rural pós- Segunda Guerra) e se tornam amiga de Totoro, uma criatura pré-Pokemon, com orelhas de coelho e do tamanho de um urso. O filme é de uma delicadeza ímpar, com Miyazaki buscando no folclore de seu país combustível para alimentar uma fantasia infantil que nunca é simplória. Valores como amizade, companheirismo, fraternidade e fé – neste mundo e no outro, que nossos olhos não alcançam – permeiam Meu Amigo Totoro: um filme obrigatório para qualquer pessoa que um dia se permitiu sonhar.

2. Princesa Mononoke (1997)


Miyazaki abraça a fantasia, mas injeta doses cavalares de adrenalina em uma história da época em que homens, monstros e deuses dividiam a Terra. Marcado pela maldição do deus javali que buscava destruir sua terra, o jovem Ashitaka parte em uma jornada para encontrar uma cura. Ele termina, porém, no centro do conflito entre mineradores de ferro e deuses-animais – a eterna luta entre os bastiões do progresso e os que lutam pela preservação dos bens naturais. É do lado dos deuses que se encontra San, a princesa mononoke adotada pelos deuses-lobo, que desperta para sua humanidade adormecida ao conhecer Ashitaka. Miyazaki não entrega a trama de forma linear, resultando na descoberta de camadas que deixam Princesa Mononoke mais rico e mais denso ao caminhar para um desfecho tão inesperado quanto espetacular.

1. A Viagem de Chihiro (2001)

Uma obra-prima irretocável, A Viagem de Chihiro é uma declaração de amor à inocência de uma criança, à riquíssima herança cultural do Japão e aos mundos fantásticos que, quando adultos, tendemos a deixar de lado. A heroína é a própria Chihiro, que aos 10 anos de idade se muda para uma nova cidade com seus pais. Um desvio coloca a família em um reino mágino, que existe no limiar do sonho e realidade. Com seus pais magicamente transformados em porcos (uma metáfora nada sutil e muito eficiente), cabe à Chihiro assumir a responsabilidade em salvar não só a si mesma e a sua família, mas também este novo e frágil mundo. De imaginação e criatividade sem limites, o diretor apresenta tantos personagens incríveis, de bruxas a espectros a um dragão voador de partir o coração, que parece que o filme vai romper as barreiras físicas e explodir em nosso mundo com cores e sensações. A obra-prima de Hayao Miyazaki? Sim, e também um dos melhores filmes da história.

Fonte: http://robertosadovski.blogosfera.uol.com.br/2014/02/27/vidas-ao-vento-e-os-melhores-filmes-do-mestre-hayao-miyazaki/

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